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Novidades editoriais:

Já está disponível para consulta online [aqui] a mais recente edição da ARTIS Press:

Coleções de Arte em Portugal e Brasil nos séculos XIX e XX: Coleções Reais e Coleções Oficiais


Artigos:

A compra da colecção de pintura de Charles-Joseph, Príncipe de Ligne (1735–1814), pelo Príncipe Regente D. João (1767–1826) e o seu possível impacto nas colecções do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro / Ana Mafalda Magalhães Barros

Arte e Diplomacia no final do Antigo Regime: as coleções do Conde da Barca e do Marquês de Marialva na sua acção diplomática ao serviço de Portugal / Patricia D. Telles, Paulo Simões Rodrigues 

O manto dito da Aclamação do rei D. João VI: Confeção, Conservação e Documentação / Paula Tomás

A César o que é de César: bens/coleções do imperador D. Pedro I no Brasil quando de sua partida para Portugal / Marize Malta 

A biblioteca da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro e a historiografia da arte no Brasil / Sonia Gomes Pereira 

Peças de Mobiliário da rainha D. Maria II e do rei D. Fernando II da sua residência oficial no Paço das Necessidades em coleções oficiais portuguesas / Teresa Sande Lemos

Perto do coração: a joalharia enquanto elemento de representação ao nível das coleções reais portuguesas / Maria da Luz Pinheiro 

Os diamantes são para sempre, as jóias não. Descravações e reconversões de jóias da família real no séc. XIX / Teresa Maranhas, João Júlio Rumsey Teixeira 

os Revivalismos ao movimento Secessionista Vienense: vidros da Boémia da Rainha D. Maria Pia / Maria João Burnay 

A magia do abanico: um olhar sobre a coleção de leques D. Maria Pia presente no Palácio Nacional da Ajuda, através da análise e origens do objeto / Laura Torres 

Do Palácio Foz para os Paços Reais, as aquisições da Família Real Portuguesa no leilão de 1901 / António Cota Fevereiro 

Objectos de “valor artístico” de D. Carlos I no Palácio das Necessidades e a sua dispersão na primeira metade do século XIX (1913–15) / Sofia Braga

Galerie Pedre Daupias: um ponto turístico em Alcântara / Ramiro A. Gonçalves

A Porcelana Chinesa de Exportação no Século XIX e o Mercado Brasileiro / Maria Fernanda Lochschmidt 

As referências do colecionismo oitocentista na coleção de Eva Klabin: uma releitura da História da Arte? / Maria Teresa Silveira

Pinturas de história como discurso diplomático: uma narrativa visual da História do Brasil no Itamaraty / Guilherme Frazão Conduru 

A coleção de pinturas do Palácio Piratini no colecionismo estatal do Rio Grande do Sul / Paulo César Ribeiro Gomes 

As pinturas de retratos da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária: de acervo à Coleção / Márcia Valéria Rosa 

A Coleção de Retratos dos Beneméritos da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro/Brasil: um estudo do Acervo / Maria Beatriz Bianchini Bilac 

Coleção Guita e José Mindlin: paixão e interesse pela cultura do papel
/ Maria Luisa Luz Tavora

Publicação de Fontes: BA. 51-II-18

Acaba de ser publicado, na colecção Fontes, da Biblioteca Nacional de Portugal [aqui],  um estudo crítico, do Prof. José Miguel Martínez Torrejón do Cód. 51-II-18, da Biblioteca da Ajuda.

"O manuscrito 51-II-18 da Biblioteca da Ajuda é um códice factício... que reúne três itens completamente independentes sob o título geral Obras de Manuscrito (Sécs. XVI a XVIII). Foram encadernados juntos no séc. XIX e aparados para ajustar a medida ao do primeiro deles (que chamamos [a]), único que nos interessa por conter a Miscelânea Sebástica da Ajuda, título igualmente factício que atribuímos a partir do seu conteúdo (...)"

Compilada perto de 1595, esta que chamamos Miscelânea Sebástica da Ajuda constrói, a partir de elementos díspares reutilizados, uma narrativa ordenada, com o seu prólogo, corpo narrativo e peroração, sobre os antecedentes, feitos militares e desfecho da batalha de Alcácer-Quibir, servindo como memória catártica do desastre.

Independentemente do valor próprio dos elementos em prosa e verso acumulados no códice 51-II-18 da Biblioteca da Ajuda, a maior parte deles inéditos de diversa natureza e autoria (entre os quais se destacam poemas de Diogo Bernardes e Jerónimo Corte-Real), o facto de terem sido copiados de uma mão e tratarem todos do mesmo assunto sugere uma leitura não como um conjunto desagregado mas como uma obra sequencial, com um propósito bem definido.


Miscelânea Sebástica da Ajuda / Ed. crítica, estudo e notas José Miguel Martínez Torrejón. - Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal,  2020. - 192 p.; 24 cm. - Fontes

ISBN: 978-972-565-677-8 (ed. Impressa)

ISBN: 978-972-565-676-1 (ed. eletrónica)


Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda

O Palácio Nacional da Ajuda e a sua Afirmação como Museu  / Luís Filipe da Silva Soares, 16.º volume da colecção Estudos de Museus, uma edição da Direção-Geral do Património Cultural em parceria com a editora Caleidoscópio.


"O Paço Real da Ajuda, residência real e edifício ligado à representação do poder monárquico constitucional, mudou de funções depois da revolução de outubro de 1910. Passando por um processo demorado de arrolamento dos bens existentes, o agora denominado Palácio Nacional da Ajuda, passou a ter utilizações protocolares ligados à Presidência da República e foi o local escolhido para gerir um possível “garde-meuble” nacional. Contudo, o caráter de antigo paço real foi mantido, permitindo uma progressiva consciencialização da inevitável musealização do local.

Edifício central na memória da Monarquia em Portugal, encarado pela República como local apetecível para diversas funções, o Palácio Nacional da Ajuda seria utilizado pelas instituições deste regime para diversos fins. Porém, dentro de um quadro de tentativa de valorização do conjunto, também sugerido pelas diversas tentativas de conclusão do edifício, as suas características patrimoniais e museológicas marcaram sempre uma posição significativa e incontornável, afirmando-se progressivamente como museu, sendo apresentado ao visitante como Palácio-museu.

Através deste livro propomos analisar a evolução do Palácio Nacional da Ajuda, de outubro de 1910 até ao ano de 1981, dando destaque à ação das personalidades fundamentais nos primeiros anos da República (João Taborda de Magalhães e Custódio José Vieira) e analisando a atividade dos seus administradores/conservadores: Armando Porfírio Rodrigues (1911-1938), Manuel Carlos de Almeida Cayola Zagalo (1938-1964), Armindo Ayres de Carvalho (1964-1981)."

Índice:

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 – “REPUBLICANIZAÇÃO” DO PAÇO DA AJUDA – 1910 A 1938
Revolução republicana e o período de “ocupação revolucionária”
Arrolamento
Tutela
Administração do Palácio Nacional da Ajuda
Tentativas de abertura ao público

CAPÍTULO 2 – O PALÁCIO DA AJUDA A “MUSEALIZAR-SE” – 1938 A 1964
Tutela (Direção Geral da Fazenda Pública)
Administração do Palácio Nacional da Ajuda
Palácio aberto à visita

CAPÍTULO 3 – O PALÁCIO DA AJUDA “MUSEALIZADO” – 1964 A 1981
Tutela
Administração do Palácio Nacional da Ajuda
Palácio-museu

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Novidades Editoriais:


The Visitor: André Palmeiro And The Jesuits In Asia / Liam Matthew Brockey. - Harvard University Press, 2014

 

Numa época em que poucos se aventuraram para fora do seu país, André Palmeiro deixou Portugal para inspecionar missões jesuíticas, de Moçambique ao Japão. A abrangente história de The Visitor, sob a forma de biografia, a partir de documentação histórica - na sua maioria portuguesa -, conta o percurso de um Visitador Jesuíta, cujas viagens testemunharam o contato inicial do Oriente e do Ocidente.


André Palmeiro, nascido em 1569, entrou para os jesuítas aos 15 anos e começou a carreira como pregador e professor universitário. Aos 48 anos foi-lhe atribuída a enorme tarefa de inspeccionar as missões do Padroado, ao redor do mundo, numa viagem que durou nove anos, em três continentes e incluiu 3.000 km a pé.

Mais do autor... 

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«Até cair da mão a pena»: epistolário de Ribeiro dos Santos e Frei Manuel do Cenáculo, 1796-1808 / Pesquisa e  introdução de Manuela D. Domingos. - Lisboa : BNP, 2014. (Fontes) 

 



 O Arquivo Histórico da Biblioteca Nacional e o Arquivo Distrital de Évora revelaram-se os guardiões da documentação essencial para esclarecer os contornos da ligação mecenática e emotiva entre o bispo de Beja, Frei Manuel do Cenáculo (1724-1814), e a Real Biblioteca Pública da Corte, através da troca de correspondência que manteve com aquele que viria a ser o seu primeiro bibliotecário-mor [nomeado por decreto de 4 de Março de 1796], o lente da Universidade de Coimbra, António Ribeiro dos Santos (1745-1818).

Não será de mais afirmar que a Frei Manuel do Cenáculo «deve ser atribuída a iniciativa directa da criação da Biblioteca [...] já o sabemos, e não há permissão de dúvida a este respeito, a ideia de transformar a Biblioteca da Mesa Censória numa Biblioteca Pública». E veio a ser o mais ilustre dos mecenas da Real Biblioteca Pública da Corte, herdeira daquela «livraria»: antecessora da atual Biblioteca Nacional de Portugal (BNP).

O presente Epistolário reúne 34 missivas e alguns anexos: 22 escritas por Ribeiro dos Santos e dirigidas a Frei Manuel do Cenáculo; 12 redigidas pelo bispo de Beja para o bibliotecário-mor da Real Biblioteca Pública da Corte. Cenáculo escreve, quase exclusivamente, em torno da questão das suas doações à Real Biblioteca Pública da Corte.
Através deste corpus das cartas, quase todas inéditas e dispersas por vários fundos arquivísticos, conseguem reconstituir-se as circunstâncias que tornaram possível uma das mais vultuosas ações mecenáticas de que a Real Biblioteca Pública da Corte foi objecto nos seus mais 200 anos de história. Estas relações epistolares que se prolongam ainda por mais dez anos (até 1808), testemunham a «ação patriótica» do doador e o interesse em que a Coroa saldasse os antigos serviços do seu vassalo e «credor» (...).

Novidades editoriais:



David de Almeida, a ética da mão: gravura em retrospetiva / Comissário: João Prates. -
Lisboa: BNP; Vila Velha de Rodão : Casa das Artes e Cultura do Tejo, 2014. (Catálogos)


Catálogo das obras de David de Almeida, que completa a mostra patente até dia 23 de Outubro de 2014, na Biblioteca Nacional de Portugal.

 
A Ética da Mão constitui uma retrospectiva do trabalho de gravura de David de Almeida que, para além da exibição das várias gravuras premiadas, muitas delas nunca antes expostas em Portugal, se complementa com um conjunto de Livros de Artista, realizados pelo autor em cumplicidade com a palavra, incluindo colaborações com Manuel Alegre, Sofia de Mello Breyner, João de Melo, José Saramago e o espanhol Tomás Paredes.


Livraria online (BNP)