Aviso: Encerramento temporário do Serviço de Reprodução

Devido ao período de férias, o Serviço de Reprodução estará encerrado de 17 de agosto a 7 de setembro.

O serviço retomará o seu funcionamento habitual no dia 8 de setembro.

Agradecemos a compreensão.

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We would like to inform our readers that, due to the holiday period, the Reproduction Service will be temporarily closed from 17 August to 7 September.


Normal service will resume on 8 September.

We thank you in advance for your understanding.

Neste dia...

No Real Paço da Ajuda, nasceu, às duas horas da madrugada, de 31 de julho de 1865, o Infante D. Afonso Henrique Maria Luís Pedro de Alcântara Carlos Humberto Amadeu Fernando António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando Inácio de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragançade Saxe-Coburgo-Gota e Bragança, filho dos reis D. Luís I e D. Maria Pia. Era o segundo filho do casal real, irmão mais novo do futuro Rei D. Carlos I, e recebeu ao nascer o título de Duque do Porto (3º) —  distinção real atribuída, por tradição, aos segundos filhos dos monarcas.

Ao contrário do irmão, não lhe cabiam as responsabilidades de herdeiro do trono, pelo que D. Afonso seguiu uma carreira militar. Ao longo da vida, viria a acumular diversos cargos e honras: foi o 24.º e último Condestável de Portugal, o 109.º governador e o 51.º e último Vice-Rei da Índia Portuguesa, entre outros.

 

Figura discreta, mas sempre presente na vida pública, o Duque do Porto é igualmente recordado, em em fotografias, ao volante de um dos seus automóveis, símbolo de uma modernidade que despontava em Portugal. 


BA reg. 5179













A Biblioteca da Ajuda, em jeito de homenagem deixa [aqui] a documentação variada que faz parte do seu acervo.

Manuscritos fora da Estante: Encontros com o Património | 21 de julho 2026 | 15h00 | 2.ª sessão

Após o sucesso da primeira sessão, do ciclo de encontros “Manuscritos fora da estante – Encontros com Património” [aqui], a segunda sessão continua a 21 de julho, dando continuidade a uma viagem pelo mundo dos manuscritos e das histórias que eles ainda têm para contar, pela voz dos Académicos que divulgam, assim, o conhecimento por detrás da investigação.

Nesta sessão de 21 de julho, Elena Lombardo (FLUL/CLUL-Filologia), Joana Gomes (FLUP/IF) e Filipe Alves Moreira (UAb/IELT-UNL Polo UAb) voltam a reunir-se na Biblioteca da Ajuda para falar dos seguintes manuscritos: o ms. av. 54-IX-32 (73) — uma cópia do Livro de Linhagens do Deão; o códice 47-XIII-11 (Livro Velho de Linhagens); e o códice 51-II-20, que preserva um testemunho do Novo Memorial do Estado Apostólico de Paulo de Portalegre (séc. XV), bem como, uma narrativa de teor sebastianista.

24 de Junho: Dia de S. João Baptista e do Onomástico de D. João VI

Na corte portuguesa do século XVIII, os onomásticos (dias dos santos correspondentes ao nome da pessoa) eram ocasiões de grande significado, frequentemente celebrados com tanto ou mais destaque do que os aniversários. O dia de São João Batista, a 24 de junho, assumia especial importância para o Infante D. João, futuro João VI.

Assim, o dia de São João era uma ocasião de homenagem ao infante, que viria a marcar um dos períodos mais decisivos da história luso-brasileira.

A Biblioteca da Ajuda conserva na col. de manuscritos avulsos, entre muitos outros, dois manuscritos, autógrafos, de D. Maria Luísa Parma e do Rei D. Carlos IV, de Espanha, dirigidas à Rainha D. Maria I, a assinalarem  a ocasião:


1786 Jun. 20, Aranjuez

Carta de [D. Maria] Luísa [de Parma] para sua prima [D. Maria I] felicitando-a pelo feliz parto de D. Mariana [Vitória, do filho D. Pedro Carlos] e pelo próximo dia de S. João, onomástico do Infante [D. João].

Ms. Av. 54-V-20, nº 7g





















1791 Jun. 24, Aranjuez

Carta de D. Carlos IV, Rei de Espanha, para sua prima [D. Maria I] enviando felicitações pelas solenidades dos Santos patronos do Príncipe do Brasil [D. João] e do neto [Infante D. Pedro Carlos].

MS. AV. 54-V-21, nº 4g




Aviso: Leitura encerrada

Informamos os nosso leitores que, devido à preparação e realização de um evento oficial nesta Biblioteca, o serviço de leitura estará encerrado nos dias 22 de Junho a partir das 14h00, 23 de junho todo o dia e 24 de Junho até às 13h00. 

 Agradecemos a compreensão dos nossos leitores

Aconteceu na Biblioteca da Ajuda...




Ontem a Biblioteca da Ajuda acolheu a sessão académica, orientada pelos especialistas Elena Lombardo (FLUL/CLUL-Filologia), Joana Gomes (FLUP/IF) e Filipe Alves Moreira (UAb/IELT-UNL Polo UAb), que guiaram uma audiência alargada e motivada através de três códices medievais exemplares, do acervo desta casa.




Foram assim apresentados e explorados o  Cancioneiro da Ajuda e o Livro de Linhagens do Conde D. Pedro a ele apenso; Chronica del Rey D. Joaõ II / Garcia de Resende, cópia quinhentista por Álvaro do Couto de Vasconcelos [BITAGAP - Manid 3983], 47-XIII-26; miscelânea histórica, cuja primeira parte "Jornada de Afriqua del Rej Dom Sebastiaõ" é uma fonte inédita para o estudo sebástico, 51-IX-22.

Além da descrição codicológica, de questões levantadas pela materialidade das 'crónicas', ficámos a saber que as 3 cópias da BA têm características distintivas que as destacam dos outros exemplares conhecidos. Sabia que...



1 - o L
ivro de Linhagens do Conde D. Pedro [ou Livro Velho de Linhagens], apenso ao Cancioneiro da Ajuda, contém um texto (mal) raspado que narra um episódio inédito da vida de D. Afonso Henriques, o qual está ausente das outras cópias?




2 - a crónica de D. João II foi finalizada 2 vezes, tendo sido acrescentadas várias 'historietas' da tradição oral não constantes das outras cópias conhecidas? 

  

  




3 - a leitura / estudo da Jornada de África de D. Sebastião mostrou já a inclusão de múltiplas referências sócio-etnográficas e económicas de uma testemunha "de visu" - por enquanto, anónima - que trazem nova luz a questões levantadas pela documentação deste período em várias áreas científicas, relativamente a este episódio marcante da história portuguesa.


A Biblioteca da Ajuda concretizou, assim, um dos seus desígnios patrimoniais  fundamentais de articulação concreta e prática com o universo académico, acolhendo  um público interessado nas fontes primárias que alimentam a nossa memória colectiva, em contacto com especialistas nas diferentes áreas dos manuscritos medievais.

A Biblioteca da Ajuda foi ontem mais uma vez um espaço de memória viva!