Livros Raros


A Biblioteca da Ajuda cujo espólio foi sendo enriquecido com a integração de algumas livrarias particulares e de ordens religiosas entretanto extintas como as livrarias da Companhia de Jesus (Casa Professa de São Roque e Colégio Santo Antão) tem no seu acervo a obra, rara, de Manuel Bocarro.


Tratado dos cometas que appareceram em Novembro passado de 1618 / Composto pello Licenceado Manoel Bocarro Frances, medico, & astrologo, natural desta cidade de Lisboa. - Em Lisboa : por Pedro Craesbeeck, 1619. - 20 f. : il. ; 4º (20 cm).

BA. 50-X-47. - Pert. ms.: "Da livr.ª publica de S. Roque"

Notas: Brasão de D. Fernão Martins Mascarenhas [Inquisidor Geral] a quem é dedicada a obra









Manuel Bocarro Francês [Jacob Rosales], médico, astrónomo e matemático nasce em Lisboa em 1588 (cf. BA. 50-V-36, fl. 146) e morre em 1662, em Florença. Inicia os seus estudos no colégio Jesuíta de S. Roque prosseguindo os mesmos primeiro em Montpellier, de onde lhe virá o toponímico francês, seguindo depois para Alcalá de Henares e por fim Coimbra. Em 1618, de novo em Lisboa, escreve sobre os cometas que foram avistados, nesse ano. Figura polémica, pela sua ligação ao movimento sebastianista e por ser opositor das teorias Aristotélicas.

A Biblioteca Nacional de Portugal publicou, em 2009, um fac-símile da obra [aqui] acompanhado de um estudo de Henrique leitão [aqui]

Mais:

Manuel Bocarro Francês alias Jacob Rosales: Percurso de Vida, Legado Escrito e Ars Magna / Sandra Silva [aqui]

O físico Imanuel Bocarro Rosales: vestígios da sua presença em Livorno / Sandra Silva [aqui]. Inclui a reprodução dos fls 147-147v. do manuscrito autógrafo de Bocarro redigido em Livorno no ano de 1658 (BA, 50-V-36)

Fecho ao público: Plano de Contingência COVID-19

Devido ao plano de contingência determinado pelo Governo para a contenção do COVID-19, a Biblioteca da Ajuda estará fechada ao público a partir de segunda feira, dia 16 de Março.

Agradecemos a compreensão

Obra da Biblioteca da Ajuda no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo (Évora)


29 de dezembro de 2019 a 31 de março de 2020 |  Terça a Domingo | 10h00 às 18h00

Francisco de Holanda em Évora : Nascimento de um artista Humanista 

1534-1537/ 1544-1545

Francisco de Holanda, pintor e humanista, nascido em Lisboa por volta de 1517, filho do ilustre iluminador “ganto-brugense” António de Holanda, foi um dos mais relevantes expoentes da reflexão estética no renascimento português.

Iniciado nos domínios da arte da iluminura e do retrato na oficina de seu pai, Holanda viveu primeiro em casa do infante D. Fernando, em Lisboa e Abrantes e depois junto do cardeal-infante D. Afonso, em Évora, de quem foi moço de câmara.

A presença de Holanda em casa do cardeal infante D. Afonso foi essencial à sua formação e ao que viria a ser o seu papel enquanto artista plástico, tratadista e esteta. D. Afonso, um fervoroso humanista, foi exemplar enquanto prelado e empenhado reformador. Holanda era ouvinte assíduo das lições de André de Resende, nas aulas que este abriu nos Paços de Évora por volta dos anos de 1533. Nesta “Escola Pública de Letras Humanas” foram também professores os humanistas Aires Barbosa, Pedro Margalho e D. Francisco de Melo. A este grupo juntaram-se ainda os estrangeiros Clenardo e João Petit, que com Jorge Coelho, Manuel da Costa e Pedro Sanches transformaram a cidade num novo centro cultural, em Portugal e na Europa do século XVI.

É neste ambiente que circula o jovem Holanda numa fase crucial da sua vida. Em Évora, anos 30 do século XVI Francisco de Holanda recebe uma formação humanista trabalhando particularmente com André de Resende à volta do passado clássico (romano) na preparação de uma viagem que reforçaria da formação eborense e alteraria, muito significativamente, o rumo e a influência da cultura italiana nos meios artísticos e culturais nacionais. Depois de Roma, durante uma nova estadia da corte de D. João III em Évora, entre 1544-1545, Holanda dará início, à execução das imagens da Criação do Mundo para a sua obra magistral DE AETATIBVS MVNDI IMAGINES.

A exposição, com comissariado científico da Professora Sylvie Deswarte-Rosa, dá a conhecer ao público o ambiente intelectual e artístico dos anos de formação de Francisco de Holanda em Évora, anos que terão a maior importância para a teorização artística no Portugal de quinhentos, integrando obras provenientes do Museu Nacional de Arte Antiga, do Museu Nacional de Arqueologia, da Biblioteca da Ajuda, da Biblioteca Nacional de Portugal, da Biblioteca Pública de Évora, da Biblioteca Central de Marinha, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, da Academia das Ciências de Lisboa, do Museu de Évora, do Cabido da Sé de Évora, do Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Évora e do Arquivo Distrital de Évora.

BA. 52-XII-24

Da fabrica que faleçe ha Çidade de Lysboa. … De quanto serve a Sciência  do Desegno e entendimento da Arte da Pintura, na Republica Christam asi na Paz como na guerra. - Monte [?]: Julho 1571


Cod. Ms., em papel, [49 fls.], 29 desenhos a sépia. Inclui [fl. 1v] autógrafo de Frei Bartolomeu Ferreira, censor da inquisição, datado de 13 de Abril de 1576, no qual consta a censura sobre as obras incluídas no ms.


Original autógrafo, único tratado de Francisco de Holanda existente em Portugal. Manuscrito, enviado ao Rei D. Sebastião, incitando-o a prosseguir o programa de construção na capital portuguesa concebido por seu avô o Rei D. João III, sendo um dos primeiros projectos de renovação de Lisboa, à luz dos ideais estéticos do renascimento, incluindo renovações em palácios, igrejas, fortificações a par com obras de utilidade pública como pontes, fontes e aquedutos de água: «Lisboa [...] onde todos os que bebem água, não tem mais de um estreito chafariz para tanta gente [...] e deve de trazer a Lisboa Água Livre que de duas léguas dela trouxeram os Romanos, por condutas debaixo da terra, subterrâneos furando muitos montes e com muito gasto e trabalho.»


Propostas para alguns dos problemas urbanos da cidade de Lisboa, à época, como por exemplo, o do abastecimento de água:

"...Ponte de Sacavem"



"... da fonte dagoa liure trazida ao Rosio"











Carnaval

Corsos, festas, bailes e outras diversões afins marcam os três dias de Carnaval ou Entrudo, cuja origem terá raízes nos festivais realizados na Grécia (Festas Dionisíacas), Roma (Festas Lupercais; festival do Navigium Isidis) bem como noutros festejos medievais (Festa dos Loucos) bem documentados e retratados, nas suas diferentes vertentes artísticas, pela história.

Apesar das suas tradições pagãs o Carnaval, a partir de 1582, por força da remodelação do calendário Juliano, pelo Papa Gregório XIII, passa a ocorrer 47 dias antes da Páscoa, em tempo da Septuagésima (ou pré-quaresma) ficando, de forma indelével, associado ao calendário litúrgico. 

Os três dias, ou cinco mais recentemente, do Carnaval terminam na quarta-feira de cinzas, ou dia do enterro do entrudo, que dá início à quaresma que, por oposição, determina que todo e qualquer prazer mundano “deve” ser substituído pela abstinência, orações e práticas penitenciais que antecedem a Páscoa.

A Biblioteca da Ajuda tem no seu acervo diversos documentos, de origens e datas diversas, que atestam da relevância destes festejos:


1694, 20 de Fevereiro, Porto
Carta de Manuel da Silva Francês, capelão, para D. João de Sousa, Bispo do Porto, acerca de assuntos diversos de entre os quais a transferência do jejum da vigília de S. Matias por cair em dia de Entrudo.  (Ms. Av. 54-VIII-7, n.º 31)


1812, Março 21, Rio de Janeiro
Carta de Luís dos Santos Marrocos [bibliotecário régio que, com a livraria Real, foi para o Brasil] para a imã, Bernardina Maria da Conceição, com notícias de carácter particular nomeadamente acerca do "(...) Entrudo horrível (...)" (Ms. Av. 54-VI-12, n.º 17).

                                                             


1846, Fevereiro 4, Paço de S. Vicente
Edital de D. Guilherme I [ Henrique de Carvalho], Patriarca de Lisboa, pelo qual se faz saber que houve uma transferência da vigília e jejum de S. Matias, para o sábado antes do domingo  da quinquagésima (21 de Set.) por, a dita vigília e jejum, caírem no Carnaval. (Ms. Av. 54-XIII-36, n.º 31)


 
                               

                             1857, 29 de Janeiro, Real Colégio Militar em Mafra



Ordem n.º 16 [cópia autenticada], do Diretor do colégio militar, Francisco Pedro Celestino Soares, para que os lentes, professores e comandantes de companhias, dêem o nome de 3 colegiais menos aplicados em cada aula, e dos 3 mais incorrigíveis da cada companhia, a fim de serem privados dos divertimentos do Carnaval se, até essa data, não derem provas de emenda (...). (Ms. Av. 54-XI-44, n.º 51)




1874, Fevereiro 5, Lisboa
Alvará do Governo Civil de Lisboa, assinado por Henrique da Gama, a permitir que Francisco José Gonçalves, e mais outras 19 pessoas, possam percorrer as ruas e praças de Lisboa, concelhos de Belém e Olivais nos 3 dias de Carnaval, dançando e tocando instrumentos, desde que respeitem a moral e não impeçam o transito. (Ms. Av. 54-XI-3, n.º 108)




Em Fevereiro de 1865, no Carnaval, a Rainha Maria Pia organizou, no Real Paço da Ajuda, um baile de máscaras para o qual usou 3 Trajes diferentes: Maria Tudor, para abertura do baile, Escocesa e por último Dominó.
Mais..... [Aqui]







Zoroastro, Confúcio e Maomé...


Zoroastre, Confucius et Mahomet, comparés comme Sectaires, Législateurs, et Moralistes; avec le Tableau de leurs Dogmes, de leurs Lois et leur Morale / par M. de Pastoret.  - A Paris : chez Buisson, 1787.
BA - 31- IV- 11

A obra em apreço, integrante do acervo desta biblioteca, da autoria de M. de Pastoret e publicada em Paris, no ano de 1787, é um estudo pormenorizado e comparado sobre três religiões, cuja importância, sempre atual, merece a nossa atenção e consequente reflexão.




"O que lavra a terra com dedicação tem mais mérito religioso do que poderia obter com mil orações sem nada fazer. Age como gostarias que agissem contigo."

    Zoroastro



Das religões aqui tratadas, o Zoroastrismo é, porventura, a que menos referências suscita ao leitor ocidental, hoje, apesar de a sua emergência ter constituído um ponto de viragem determinante na evolução ideológica da humanidade e, bem assim, pela influência efetiva que teve nos sistemas de crenças do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo.Dedicamos-lhe, por isso, umas brevíssimas linhas:

Religião pré-islâmica, esta é, também, uma das mais antigas religiões monoteístas, sendo dúbia a datação da sua fundação, dada a escassez de documentos e de provas arqueológicas.

Interpretações comparadas, na área da linguística, com os textos sagrados Hindus – os Rig Veda -, sugerem que a sua emergência tenha ocorrido entre 1200 – 1500 AC.

As noções de paraíso e inferno, de luta entre o bem e o mal, de dia do julgamento final e da revelação, de livre escolha, de messianismo, de anjos e demónios, foram ensinamentos de Zaratustra, o fundador do Zoroastrismo e profeta da vitória da verdade, em nome do deus Ahura Mazda.

O que se sabe, de facto, sobre esta religião encontra-se na coleção de hinos Gathas, constantes dos textos do Avesta – o seu livro sagrado -, que sobreviveram de uma única cópia produzida no período do Império Sassânida (224-651), o último Império Persa pré-islâmico.

Ciro, o Grande, primeiro rei da Pérsia e o libertador dos escravos da Babilónia (539 a.C), decretou – mediante registo num cilindro de argila, em escrita cuneiforme e em língua acádica - a liberdade de escolha religiosa e estabeleceu a igualdade de etnias.

Conhecido hoje como o Cilindro de Ciro, foi reconhecido, há poucos anos, como a primeira carta dos direitos humanos, sendo que os quatro primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU) são idênticos aos estipulados no referido Cilindro.

É de referir que os Judeus foram diretos beneficiários desta libertação, por lhes ter proporcionado o muito desejado regresso do exílio para Jerusalém.

O Judaísmo pós-exílio deixou-se influenciar favoravelmente pela filosofia Zoroastrista, o que, mais tarde, favoreceu, também, uma abertura a outros sistemas de crenças Ibraímicas.

Muitos são os fatores que – não nos compete, aqui, enunciar – contribuíram, ao longo dos séculos, para a redução drástica dos seus crentes e praticantes do Zoroastrismo.



O seu lastro filosófico, contudo, é de importância maior, em particular para o mundo moderno ocidental: Assim Falava Zaratrusta, tratado de filosofia de Friedrich Nietzsche (1885), e o poema sinfónico com o mesmo título [Op. 30] e nele inspirado, de Richard Strauss (1896) são dois grandiosos exemplos dessa poderosa influência.

Na atualidade, existem, ainda, dois grupos de Zoroastristas: Os Iranianos e os - não por acaso - designados Parsis; os primeiros ainda residentes no Irão e os segundos, maioritariamente, na Índia, tendo, também, alguns destes emigrado para o Ocidente.


Sobre o Confucionismo, a filosofia sem deus, e o Maometanismo – o mesmo que Islamismo - poderemos ocupar-nos em breves textos futuros.


Ana Madureira
Biblioteca da Ajuda

Um manuscrito e os seus impressos: um diálogo dos “Jesuítas na Ásia"

Uma das colecções mais conhecidas e há mais tempo trabalhadas da BA, os 61 códices dos “Jesuítas na Ásia”, continua a proporcionar aos seus leitores algumas (boas) surpresas. A que hoje partilhamos aqui é o “encontro” com um documento que, por não estar referido ao seu A. no guia da colecção, tem tido uma ‘vida discreta’ no interior dos mais de 9.000 documentos que compõem a colecção e é ele o texto do P. Prospero Intorcetta “Scientia sinarum politico-moralis” [Ciência político-moral chinesa] com a tradução latina do Zhong Yong ou, na transliteração do A., Chum Yum, “O médio constante”, numa tradução directa do latim ou a “Doutrina do Meio” na sua tradicional referenciação em português.

Um dos 4 textos fundamentais do Confucionismo foi, a par dos Analectos [Lún Yun] e do Grande Ensinamento [Da Xué], a base da aprendizagem e conhecimento da língua-cultura chinesas dos missionários jesuítas da China, principalmente após a fixação da missão em Pequim com Ricci e a supervisão de Valigniano. Os 4 clássicos confucionistas são traduzidos como forma de aprendizagem da língua e cultura chinesas pelos missionários e simultaneamente considerados como veículo de transmissão das ideias cristãs (após Ricci).


É neste contexto que o P. Prospero Intorcetta (1626-1696) que chega à China em 1659, com o P. Phillipe Couplet, ocupando-se da missão de Jiangnan (actualmente Nanchang, Prov. de Jiangxi) se dedica ao estudo da filosofia chinesa, língua que vem a dominar em alguns anos. Precedida por apontamentos sobre os 4 livros do Confucionismo (1662), é publicada uma pequena obra impressa com a tradução latina do Zhōngyōng, uma pequena biografia de Confúcio e uma introdução ao confucionismo e seus intérpretes que constituem a primeira divulgação em língua europeia do pensamento filosófico chinês dominante, antecedendo em 18 anos a grande obra colectiva jesuíta Confucius sinarum philosophus sive scientia sinensis latine exposita, publicada em Paris, em 1687 e que obteve enorme sucesso (BA 39-XIV-1).

Este texto inicial de Intorcetta, impresso parcialmente em Cantão e a maior parte em Goa, tem por título geral Sinarum Scientia politico moralis e é actualmente um impresso muito raro em bibliotecas europeias. Uma grande parte da tradução e comentários será depois integrada e publicada no Confucius… embora tenha conhecido uma publicação em francês, sem os caracteres chineses da edição de Goa, numa recolha de Relatos de Viagens publicada em 1672, por Mechisedet Thevenot, a partir de fontes manuscritas, europeias e orientais, inéditas, com uma tradução francesa da biografia de Confúcio (BA 95-VI-17, vol. 2).

     
É a cópia manuscrita da edição goesa do texto do P. Intorcetta que integra as fls. 362-397, do códice 49-V-15, mantendo os espaços para a fixação dos caracteres chineses que a edição francesa e a latina de Paris, mais conhecida, não incluem.*
A cópia jesuíta apresenta-se, assim, como uma alternativa em solo nacional para o contacto com uma das primeiras traduções em latim dos textos confucionistas e uma das primeiras fontes da sinologia europeia. A sobrevivência deste texto na sua cópia do séc. XVIII que integra os Jesuítas na Ásia, impôe-se como uma das formas mais directas de acesso ao universo cultural e intelectual em que se iniciou o intercâmbio da Europa iluminista com a milenar civilização chinesa e a intercomunicação das suas categorias de pensamento, por recurso às fontes mais próximas do mesmo.

Não havendo nenhuma informação directa sobre se o original seria o texto impresso em Cantão e Goa, o manuscrito autógrafo do P. Prospero Intorcetta, ou outra cópia deste original guardada no arquivo do Colégio da Madre de Deus, em Macau, reafirma-se a relevância desta colecção da Biblioteca da Ajuda e a validade da afirmação de Francisco Cunha Leão: “A obtenção de treslados ou a simples transferência de documentos originais proporciona como que um rito de passagem na existência material e subjectiva dos documentos visados, na medida em que, como no caso presente do núcleo original dos Jesuítas na Ásia, o documento de arquivo, assumindo a forma de treslado em maços e códices, «transforma-se» em manuscrito conservado em biblioteca (...). Supomos que adquiriu, nesta acepção, pela sua antiguidade a natureza de documento literário e histórico, (...) coexistindo materialmente a par dos espécimes impressos.” [Jesuítas na Ásia : Catálogo e Guia, Lisboa/Macau, 1998, vol. 1, p. XI].


* Sobre as traduções confucionistas do P. Prospero Intorcetta e descrição do impresso de Goa, veja a lição do Prof. Vincenzo di Giovanni em Atti della Accademia di scienze, lettere e arti di Palermo ..., Volume 4 , acessível em Googlebooks aqui. 

FG@BA