Biblioteca da Ajuda - História e Colecções


A actual Biblioteca encontra-se localizada no Palácio da Ajuda desde 1880.
A sua origem remonta ao século XV, como Biblioteca Real, sua antiga designação.
Instalada desde o século XVI (?) no torreão poente do Paço da Ribeira, foi substancialmente enriquecida por D. João V, vindo a perder a maior parte do seu riquíssimo espólio no terramoto de 1755, após o que se procedeu à sua reinstalação em casas anexas ao Paço de madeira (Real barraca), na Ajuda.
Em 1811, na sequência das invasões francesas, é transferida para o Rio de Janeiro, aí formando a actual Biblioteca Nacional.
Em 1821, recuperou-se, mais uma vez, parte da sua colecção de manuscritos, incorporando-se mais tarde as livrarias da Companhia de Jesus (São Roque e Colégio Santo Antão), além da Congregação do Oratório e Palácio das Necessidades

Colecções:

A Biblioteca da Ajuda detém um acervo patrimonial bastante rico e variado, com um total de 151.000 espécies em que se destacam preciosidades como o Cancioneiro da Ajuda, o Livro de Traças de Carpintaria, ou Da fabrica que falece a cidade de Lisboa, de Francisco d'Holanda.

A colecção de Manuscritos compreende 2.320 códices e cerca de 33.000 documentos avulsos (séculos XIII a XX), incluindo 43 códices iluminados, roteiros e atlas, bíblias e miscelâneas históricas e literárias, além de uma importante colecção de crónicas (séculos XV a XVIII), nobiliários e genealogias, os 226 códices da Symmicta Lusitanica e 61 códices dos Jesuítas na Ásia, fundamental para a história do Oriente (século XVIII). Em termos musicais, compreende 2.950 códices e 10.200 avulsos, constituindo, a nível internacional, um dos mais importantes núcleos de música de câmara e ópera dos séculos XVIII e XIX.

O livro antigo compreende, para além de 60.000 volumes dos séculos XVI a XVIII, um importante conjunto de 190 incunábulos e uma colecção de Livros Raros com 500 volumes, incluindo exemplares únicos. Destaca-se, ainda, o núcleo de atlas holandeses, franceses e alemães (séculos XVI a XVIII) e uma colecção de folhetos com cerca de 9.000 títulos. De bibliografia posterior a 1800, existem 16.000 monografias e 11.000 volumes de periódicos distribuídos por 1.700 títulos.

O acervo inclui também colecções de Cartografia, Iconografia e Fotografia, cada uma com cerca de 2.500 espécies, sendo particularmente importante a documentação fotográfica do século XIX e princípio do século XX.

Morada:

Palácio Nacional da Ajuda, 1349-021 Lisboa

Telefone: 21 3638592, Fax: 21 3638592
ba@bnportugal.pt

Acesso e horário:

Aberta ao público em geral.
Horário da Sala de Leitura - das 10h30 às 17h15, todos os dias úteis.

Sítio Web (em construção)

Catálogo da exposição Arte Médica e Imagem do Corpo

Catálogo da exposição Arte Médica e Imagem do Corpo evidencia a riqueza das colecções da Biblioteca Nacional de Portugal e da Biblioteca da Ajuda em matéria científica.
Encarado como um belíssimo e valioso instrumento de trabalho para as futuras gerações de investigadores, o catálogo apresenta oito estudos: Filosofia e inteligibilidade médica, de Adelino Cardoso, A medicina e a arte de representar o corpo e o mundo através da anatomia, de Manuel Valente Alves, The Paracelsian image of the body and its legacy, de Guido Giglioni, Livros sobre monstros e prodígios, de Palmira Fontes da Costa, Figurações do corpo feminino do século XV ao século XVIII, de Maria do Sameiro Barroso, A organização e regulação das profissões médicas no Portugal Moderno: entre as orientações da Coroa e os interesses privados, de Laurinda Abreu, O discurso higienista no Portugal do século XVIII: tradição e modernidade, de Bruno Barreiros e A febre, a fibra e o espasmo, de Manuel Silvério Marques.


Exposição Arte Médica e Imagem do Corpo: de Hipócrates ao final do século XVIII.










Exposição patente na BNP até 31 de Julho, entre as 13h00 e as 19h00, nos dias úteis, e entre as 10h00 e as 17h00, aos sábados.

Mostra que se pretende representativa do riquíssimo acervo da BNP e da Biblioteca da Ajuda. De facto, na selecção dos títulos houve a preocupação de evidenciar as obras de referência, que marcaram dois milénios de história da medicina. Assim, estarão patentes ao público obras das figuras mais eminentes que se ocuparam da arte médica. Numa sequência que combina a articulação temática e a progressão histórica, poder-se-ão apreciar livros da autoria de, nomeadamente, Hipócrates, Galeno, Avicena, Averróis, Pedro Hispano, Mondino, Vesálio, Francisco Sanches, Harvey, Borelli, Boerhaave, Stahl, Ribeiro Sanches, Pinel.

Apresentam-se obras raras, algumas das quais praticamente desconhecidas. Refira-se, a título exemplificativo, a “Physionomia” de Rolando de Lisboa, um médico filho de mãe portuguesa, que exerceu a arte e foi professor na Universidade de Paris no século XV. Este título, de que ainda não existe versão impressa, representa o primeiro esforço de conferir à Fisiognomia o estatuto de uma ciência. A Fisiognomia consiste no intento de estabelecer correspondências exactas entre o interior e a aparência exterior, de modo a apreender na expressão corporal os sentimentos íntimos e as disposições morais da pessoa em causa.

O catálogo, de mais de 650 páginas, constituirá um valioso instrumento de trabalho para as novas gerações de investigadores. Aí se encontra não apenas uma listagem de obras, da BNP e Biblioteca da Ajuda, mas também sugestões de percursos e articulações.

A concepção da exposição inscreve-se numa estratégia de olhar para a medicina como expressão de cultura. Efectivamente, a medicina é uma ciência, uma arte, um dispositivo técnico, mas é também uma ética, um modo peculiar de relação, uma via de auto-compreensão do humano.

O visitante não será certamente indiferente à beleza de muitas das obras manuscritas e impressas apresentadas. Mas pretendeu-se igualmente criar uma ambiência reflexiva, confrontar o público com questões que dizem respeito à própria condição humana. De facto, a ciência e a arte médicas intentam explicar, controlar e reparar a doença. Mas o fenómeno do adoecer permanece largamente enigmático, suscitando as mais fundas perplexidades. O ser humano saudável é um doente que se desconhece? Faz sentido a utopia de erradicar a doença da espécie humana?

Programa do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios



Biblioteca da Ajuda
18 de Abril
10h00 ‐ 17h00

Mostra biblio‐iconográfica e Visitas guiadas à Biblioteca

A agricultura na Biblioteca da Ajuda:imagens e letras das suas colecções

Dra. Fátima Resende Gomes
Tel. 213 638 592

Homenagem a Alexandre Herculano



28-03-2010, 16h00
Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa

Homenagem, por ocasião do segundo centenário do nascimento do escritor e historiador Alexandre Herculano, com a participação da Ministra da Cultura.