AVISO: Serviço de leitura encerrado

Informa-se que, por motivos imprevistos, a Biblioteca da Ajuda está encerrada à leitura dos dias 16, 19 e 20 de Agosto.

Agradecemos a compreensão e pedimos desculpa pelos eventuais transtornos

AVISO: horário de verão

Informam-se os Leitores de que o horário de verão da Biblioteca da Ajuda (das 10h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30) entrará em vigor a partir do dia 5 de Agosto, decorrendo até 14 de setembro.
O horário regular será retomado a 16 de setembro

Agradecemos a melhor compreensão.

 


 

AVISO

Informamos que, devido à preparação e realização de um evento oficial nesta Biblioteca, a leitura encerra na próxima terça-feira, 30 de Julho, a partir das 15h30m retomando-se o horário regular no dia 1 de Agosto (quinta-feira).

Pedimos desculpa pelos inconvenientes causados e agradecemos a compreensão dos leitores,

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda:


Livros de Muitas Cousas, nº 8 

Maria da Glória, uma princesa brasileira no trono de Portugal / Cláudia Thomé Witte. - FCB, 2019
 

O presente trabalho biográfico sobre a Rainha D. Maria II abrange a primeira metade da sua vida: de seu nascimento no Rio de Janeiro em 1819, quando a corte ainda lá vivia, até as negociações para o seu segundo casamento, em 1835.
Lançamos luz sobre a sua infância e juventude, período menos conhecido de sua trajetória. As pesquisas em arquivos brasileiros e europeus procuram preencher lacunas de informação a respeito dos seus primeiros anos no Brasil, a estadia de quase um ano na Inglaterra entre 1828 e 1829, o exílio em França entre 1831 e 1833 e os primeiros anos de seu reinado de fato em Portugal. (...)

Comemorações no âmbito dos 200 anos do nascimento de D. Maria II [Aqui]

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda:


Da Igreja e do Palácio: estratégias e práticas de mecenato artístico dos cardeais joaninos entre Portugal, Itália e França / Teresa Leonor M. Vale. - Lisboa: Scribe, 2019 


O reinado de D. João V foi um dos mais férteis, senão mesmo o mais fértil, em número de cardeais nacionais. Com efeito, durante o longo reinado de D. João V, reconhecem-se três cardeais nacionais: D. Nuno da Cunha de Ataíde (1664-1750), D. José Pereira de Lacerda (1661-1738) e D. João da Mota e Silva (1685-1747). Destes três, os dois primeiros viajaram até Itália, tendo permanecido na cidade pontifícia durante algum tempo, onde se empenharam em deixar marcas que se revelassem significativas para os contemporâneos e memoráveis para os vindouros, em termos culturais e artísticos. D. Nuno da Cunha viajou igualmente até Paris. Quanto a D. João da Mota e Silva, a ausência de uma deslocação a Itália na sua vida foi compensada pela presença de seu irmão, Pedro da Mota e Silva, na cidade pontifícia.
Também os cardeais patriarcas de Lisboa do reinado do Magnânimo – D. Tomás de Almeida (1670-1754) e D. José Manuel de Távora ou da Câmara (1685-1758) – evidenciaram, por meio das obras que promoveram ou das aquisições de obras de arte que efectuaram, ou ainda pelos presentes que receberam, o seu interesse e aptidão pelo consumo de arte em geral e italiana em particular. (...)

Neste estudo, Teresa Leonor Vale, expõe as estratégias e práticas de mecenato artístico dos cinco cardeais (três nacionais e dois patriarcas) do reinado de D. João V e tenta compreender em que medida as aquisições de obras de arte destes homens se consubstanciam em colecções.

AVISO

Informa-se que no dia 14 de Junho (sexta-feira), para realização do plano de controlo integrado de pragas (desinfestação), a Biblioteca da Ajuda encerra o serviço de leitura.

O horário habitual é retomado no dia 17 de Junho (segunda-feira).

Agradecemos a compreensão.

A Coordenadora

Recital “Sei Sonate per Cembalo”

Decorreu, no dia 1 de Junho, no Palácio Nacional da Ajuda o recital “Sei Sonate per Cembalo” de Alberto José Gomes da Silva (fl. 1758 – †1793) interpretado por Mafalda Nejmeddine e que faz parte de uma tournée de divulgação da edição discográfica da primeira gravação de uma coleção de sonatas para tecla composta por Alberto José Gomes da Silva, em Lisboa, na segunda metade do século XVIII.



 O evento contou com a apresentação do CD  por Maria João Albuquerque e com a projeção de um  documentário que retrata o percurso da investigação realizada em instituições portuguesas, nas quais se inclui a Biblioteca da Ajuda,  até à gravação das obras no cravo construído, na época, por José Calisto (Portugal, 1780) que se encontra atualmente no National Music Museum (Vermillion, E.U.A.)    CD [aqui]
 


 Curta versão do documentário "Reencounter", de Fouad Nejmeddine, que foi apresentado no espetáculo "Sei Sonate per Cembalo", no Palácio da Ajuda". [Aqui]
 
 

Historiador Borges Coelho distinguido com medalha de Mérito Cultural

O historiador, poeta e professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa António Borges Coelho foi distinguido, no passado dia 31 de maio, com a medalha de mérito cultural.

O Ministério da Cultura, em nota de imprensa, destacou o percurso profissional e pessoal deste historiador, poeta e ensaísta, e enalteceu também o seu “constante compromisso com a cultura e língua portuguesas, nas quais e para as quais ajudou a preservar e a compreender, com a sua obra, uma parcela fundamental da memória nacional”.

Mais:




Intervenção da Ministra da Cultura na entrega da Medalha de Mérito Cultural ao Professor António Borges Coelho [Aqui]

A Cerimónia no Diário de Trás-os--Montes [Aqui]


Programa de Evocação dos 50 Anos da morte de José Régio

Decorreu no dia 31 de Maio, na Biblioteca da Ajuda, a apresentação do Programa de Evocação dos 50 Anos da morte de José Régio, cuja sessão contou com a presença dos responsáveis das Direções Regionais da Cultura do Norte, Centro, Alentejo, e Câmaras Municipais de Vila do Conde e de Portalegre.

As iniciativas programadas, exposições, espetáculos (de teatro, música, cinema,), conferências, entre outras, visam dar a conhecer melhor José Régio em Portugal, mas também em países de língua portuguesa.
 
 
Dossier de Imprensa de Apresentação do Programa de Evocação dos 50 Anos da Morte de José Régio [Aqui]

AVISO

Informamos que, devido à preparação e realização de eventos oficiais nesta Biblioteca, a leitura estará encerrada nas próximas quinta-feira (30 de Maio) e sexta-feira (31 de Maio).
O horário regular será retomado no dia 3 de Junho (segunda-feira).

Agradecendo a compreensão dos leitores,

Spectacle “Sei Sonate per Cembalo” with Mafalda Nejmeddine

 
"Sei Sonate per Cembalo" is a spectacle of musical dissemination about the keyboard collection composed by Alberto José Gomes da Silva, in Lisbon, in the second half of the 18th century. The spectacle begins with the projection of the documentary film "Reencontro" that tells the journey of the researcher to meet the work and its composer, and another journey that led the harpsichordist to the United States of America to meet the Calisto harpsichord, a Portuguese harpsichord of the time, preserved at the National Music Museum in Vermillion, South Dakota. After the film, the audience will have the opportunity to attend a presentation on the particular and unique characteristics of the discographic edition of the collection, recorded for the first time in a historical Portuguese harpsichord, and to watch the interpretation of some sonatas of this collection on the harpsichord.
 
Saturday, June 1, 2019 | 6:00 p.m. – Ajuda National Palace, Lisbon
 
Support: GDA Foundation, Ajuda National Palace
 

Espetáculo “Sei Sonate per Cembalo” com Mafalda Nejmeddine


“Sei Sonate per Cembalo” é um espetáculo de divulgação musical acerca da coleção de sonatas para tecla composta por Alberto José Gomes da Silva, em Lisboa, na segunda metade do século XVIII. O espetáculo inicia com a projeção do filme documentário “Reencontro” que relata a viagem da investigadora ao encontro da obra e do seu compositor, e a outra viagem que levou a cravista aos Estados Unidos da América ao encontro do cravo Calisto, um cravo português da época, preservado no National Music Museum em Vermillion, Dakota do Sul. Depois do filme, o público terá a ocasião de assistir a uma apresentação sobre as características particulares e únicas da edição discográfica da coleção, gravada pela primeira vez num cravo histórico português, e assistir à interpretação de algumas sonatas desta coleção no cravo.
 
Apoio: Fundação GDA, Palácio Nacional da Ajuda
 
 
 

300 anos de Robinson Crusoe


Há cerca de 300 anos, o público leitor inglês do the London post, or Heatcote's intelligence – do nº 125 ao nº 289 inclusivé – foi surpreendido com a publicação de um folhetim, em fascículos, que falava sobre as aventuras de um náufrago e da sua luta pela sobrevivência numa ilha. Chamava-se The life and aventures of  Robinson Crusoe [BA. 64-II-11], e teve a primeira edição completa em 25 de Abril de 1719, seguindo-se nesse ano mais duas edições em 2 volumes. Este sucesso editorial, à época, manteve-se durante todo o séc. XIX e foi ampliado pelo número de traduções, mais ou menos fieis ao texto original, numa enorme diversidade de línguas, que fizeram desta obra uma das mais publicadas e traduzidas em língua inglesa. O seu apelo funda-se não só na narrativa, pontuada de aventuras num contexto estranho e maravilhoso, como no seu protagonista, homem comum que por 1 "acidente da vida", um naufrágio, se encontra num ambiente hostil onde a história da sua sobrevivência é também uma alegoria para o seu crescimento interior. Uma jornada dramática que reflete muito dos ideais e valores que estruturam a nossa consciência atual.
Inicialmente, o protagonista foi identificado como o seu Autor, o que levou a que muitos leitores o julgassem um relato biográfico de eventos reais, veracidade esta acrescida pelo realismo topográfico e narrativo que fundamentam a longevidade da obra. A biografia de Daniel Defoe, o autor nascido Daniel Foe, foi ela própria um factor de adesão à obra. Jornalista, panfletista, periodista são-lhe atribuídos mais de 500 textos de carácter sócio-político e crítico, além da direcção e redacção do periódico Review. Com uma vida de mercador pontuada por problemas financeiros e políticos foi "salvo" da prisão em 2 ocasiões através de troca de favores, mantendo uma presença crítica 'audível' na sociedade londrina do final de seiscentos e início de setecentos.  
 
A Biblioteca da Ajuda possui ainda a tradução francesa, de 1809, de Aimé-Ambroise Feutry [BA. 73-IV-38, 39], cujo Prefácio ecoa já o êxito do original (havia, pelo menos, 3 traduções francesas já publicadas) quase 100 anos e todo o 'naturalismo' francês depois. É, aliás, no Émile de Rousseau que o tradutor encontra um dos mais poderosos argumentos para empreender uma tradução de um livro aparentemente dirigido aos jovens e que, por isso, não seria editorialmente rentável. Nesta tradução foi já incluído, como complemento, o relato do naufrágio e sobrevivência de Alexander Selkirk numa Ilha do Pacífico, que poderá ter estado na origem da trama de Robinson Crusoe. E é com o fim deste prefácio que celebramos a perenidade de um romance:



"Le but (…) est de faire voir que, dans quelqu' état horrible & désespéré qu'on soit réduit, on peut encore se former une sorte de bonheur avec du courage et de la constance." (Op. cit., Pt. I, p. X)
 
 

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda

Jesuits and matriarchs : domestic worship in early modern China / Nadine Amsler. - Seattle : University of Washington Press, 2018


 No início da China moderna, os missionários jesuítas em associação com a elite masculina dos letrados confucianos, com o fim de missionarem mais livremente, mantinham um contato limitado com as mulheres, cujos espaços rituais eram menos acessíveis.


Os historiadores da missionação católica dirigiram de igual modo a sua atenção para as práticas devocionais dos homens, negligenciando os espaços interiores das casas chinesas, onde as mulheres rezavam e transmitiam o catolicismo a familiares e amigos.

A investigação de Nadine Amsler coloca em destaque as práticas domésticas e devocionais das mulheres, revelando um rico conjunto de evidências que demonstram como os lares chineses funcionavam como locais de evangelização, conflito religioso e aculturação do cristianismo… 

 
 University of Washington Press [
aqui]

 Pré-visualizar [
aqui]

AVISO

Informa-se que amanhã dia 5 de Abril, por motivo de desinfestação da ala norte do Palácio da Ajuda, a Biblioteca da Ajuda encerra o serviço de leitura.

O horário habitual é retomado no dia 9 de Abril.

Agradecemos a compreensão.

A Coordenadora



AVISO

Informa-se que a Biblioteca da Ajuda, encerra o serviço de leitura nos dia 8 de Abril, devido, à preparação e realização do Seminário: Camões na Biblioteca da Ajuda, que terá lugar nas suas instalações.

O horário habitual é retomado no dia 9 de Abril.

Agradecemos a compreensão.

A Coordenadora

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda:


 Portuguese Studies

In Medieval Mode: Collected Essays in Honour of Stephen Parkinson on his RetirementModern Humanities Research Association
Vol. 31, No. 2, 2015
Inclui:
 André B. Penafiel. “Early Modern Marginalia in the Cancioneiro Da Ajuda.” Portuguese Studies, vol. 31, no. 2, 2015, pp. 183–194. JSTOR, [aqui]

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda:

Iluminação da Casa Real Portuguesa : os candeeiros do Palácio Nacional da Ajuda / António Cota Fevereiro ; pref. José Alberto Ribeiro. - Oeiras : Mazu Press, cop. 2018. – 192 [2]p. : il. ; 23 cm [Oferta do Autor]


Este livro é um detalhado e pioneiro estudo sobre os sistemas de iluminação - novecentistas, a óleo vegetal, petróleo, etc. - da Casa Real Portuguesa.

O autor começa por apresentar as inovações tecnológicas do século XIX, para depois conduzir o leitor numa rebuscada visita ao rico espólio do Palácio Nacional da Ajuda. É uma oportunidade de excelência para conhecer as peças não expostas desta colecção do Património Português.

No final do século XVIII desenvolveram-se sofisticados mecanismos em torno da iluminação a óleo vegetal. Estes foram os primeiros passos para o rápido desenvolvimento deste tipo de luminosidade, posteriormente seguido pelo gás, petróleo e eletricidade. Estes sistemas com intensidade de luz superior às tradicionais alteraram hábitos e vivências no interior da habitação.

Esta evolução está patente no acervo de luminária do Palácio Nacional da Ajuda, sendo alguns exemplares de importantes manufaturas europeias e americanas, relevantes para a história da iluminação e do design. Mas é sobretudo um espólio único no mundo por ter pertencido a uma casa reinante europeia, por estar quase completo, pela qualidade diversificada dos exemplares e por expressarem os grandes avanços tecnológicos do século XIX, entre outras particularidades.

Obra é valorizada com cerca de uma centena de ilustrações e diversos anexos documentais, como glossário, manufacturas e individualidades, totalmente inéditos.

António Cota Fevereiro (n. 1978) é arquiteto e investigador. É mestre em arquitetura pela Universidade Lusíada de Lisboa, onde defendeu em 2011 a tese Álvaro Augusto Machado, José António Jorge Pinto e o Movimento Arte Nova em Portugal.

Tem vindo a desenvolver trabalhos em torno da arquitetura do século XIX e início do século XX, dedicando-se, em particular, ao estudo da volumetria e da espacialidade da Arte Nova portuguesa, da azulejaria e das artes decorativas. Em torno destes trabalhos enveredou pelo levantamento de biografias, complementando assim lacunas e notas biográficas de projetistas, de artistas e de individualidades relevantes para a história da arte em Portugal. Recentemente dedicou-se à biografia e à arquitetura de estrangeiros na ilha de São Miguel, no século XVIII e início do século XIX, que estiveram ligados ao comércio da laranja. Nestes trabalhos tem levantado documentação inédita e que tem vindo a ser publicada em vários artigos.

No ano de 2015 deu início ao estudo aprofundado dos candeeiros da Casa Real, cujo primeiro resultado agora se dá à estampa. O trabalho ainda está em curso, sendo o tema da tese de doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Manuel de Gusmão distinguido com medalha de Mérito Cultural


Decorre amanhã, dia 5 de Fevereiro às 15h00, na Biblioteca da Ajuda, com a presença da Ministra da Cultura, a cerimónia de entrega da condecoração de Mérito cultural ao poeta e ensaísta Manuel Gusmão. Mais em  [Aqui]

D. Henrique, Cardeal-Rei


Nasce a 31 de Janeiro de 1512 e morre, curiosamente, a 31 de Janeiro, de 1580, com 68 anos; está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.

Filho de D. Manuel I e D. Maria de Aragão e Castela.
Regente, em nome de D. Sebastião, seu sobrinho, de 1562 a 1568.
Rei, de 4 de Agosto de 1578 a 31 de Janeiro de 1580
Cognome, o Casto
Títulos: Arcebispo de Braga, Arcebispo de Évora, Arcebispo de Lisboa, Inquisidor-mor e Cardeal de Portugal



A Biblioteca da Ajuda tem no seu acervo um códice — cartas e papéis de Lourenço Pires de Távora, para diversas individualidades — do qual destacamos o doc., abaixo, com os  “conselhos” que o Embaixador Pires de Távora fez chegar ao Cardeal D. Henrique pela altura em que assumiu a regência de Portugal, durante a menoridade de D. Sebastião.



 
[c. 1562]
Papel que Lourenço Pires de Távora, embaixador que foi de Alemanha e de Roma, deu ao Cardeal D. Henrique quando tomou o governo por El-Rei D. Sebastião seu sobrinho.
BA - 49-IX-38, fls. 1-7v