Apresentação da Revista Património 6



















 [Mais informações]


É apresentado no dia 6 de novembro, às 18h00, na Biblioteca da Ajuda, no Palácio Nacional da Ajuda, o sexto número da Revista Património, edição da Direção-Geral do Património Cultural.

Este sexto número dedica o caderno principal ao tema Património e Sustentabilidade, que é abordado em oito artigos sob diferentes perspetivas. Pensamento, Projetos, Opinião e Sociedade são as rubricas que completam os 21 artigos de 27 autores, nas 200 páginas da Revista.

A apresentação será feita pela Diretora-Geral do Património Cultural, Arqª Paula Araújo da Silva, seguindo-se uma conversa com Duarte Belo, José Tavares e João Pedro Cunha Ribeiro, moderada por Manuel Lacerda.



Aviso

Devido à realização das actividades que irão decorrer por ocasião da apresentação da Revista Património 6, a Biblioteca da Ajuda estará encerrada, à leitura, no dia 6 de Novembro (quarta-feira), retomando o horário normal na quinta-feira, dia 7 de Novembro a partir das 13H00.
      Agradecemos a compreensão dos nossos leitores para esta situação

Due to the activities that will take place during the magazine presentation Património 6, Biblioteca da Ajuda will be closed for reading on November 6th (Wednesday). We will resume normal service on November 7th (Thursday), at 13H00.
      We appreciate your understanding


Aviso:

Devido à realização das actividades que irão decorrer por ocasião da Lisbon week' 19 a Biblioteca da Ajuda estará encerrada, à leitura, no dia 30 de Outubro (quarta-feira), retomando o horário normal na quinta-feira, dia 31 de Outubro.
      Agradecemos a compreensão dos nossos leitores para esta situação

Due to the activities that will take place during the Lisbon week'19, Biblioteca da Ajuda will be closed for reading on   October 30th (wednesday). We will resume normal service hours on October 31th (Thursday).
      We appreciate your understanding

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda:


Il mondo di Sigismondo. Un druentino nella Cina del XVIII secolo : Lettere dell'agostiniano scalzo Padre Sigismundo Meinardi da San Nicola. / Eugenio Menegon. – Comune di Druento: Assessorato alla Cultura, 2019

Entrou na Biblioteca da Ajuda a mais recente publicação do Prof. Eugenio Menegon, promovida pela Comuna italiana de Druento, e que traz à luz pública a correspondência do agostinho descalço missionário P.e Sigismondo Meinardi da San Nicola [Paolo Antonio Meinardi – nome de baptismo – Torino, 21/Fev./1713 – Pequim, 29/Dez./1767], a partir da documentação dos arquivos regionais e paroquiais de Druento - Piemonte, onde esta família tem raízes.

O epistolário agora publicado é exemplar, pelos factos e referências contextuais que invoca, da tendência histórica contemporânea de articulação entre micro-história (biografia, por ex.) e macro-história. Neste caso concreto, é a história da globalização que está em análise, mais propriamente, a da circulação económico-cultural entre a Europa e a China. Empreendida por agentes variados, em que a 'missão da China' teve papel de relevo pela sua relação muito próxima com a corte imperial de Pequim, o (re)conhecimento desta figura missionária que utiliza diversas redes europeias activas – comércio institucional, mercadores, professores especializados, artistas … -  para o seu objectivo evangelizador na corte imperial de Pequim, no séc XVIII, é mais um importante contributo para o estado atual do conhecimento das relações da Europa com a China.

A investigação sobre esta temática é, assim, enriquecida pelas vivências do P. Sigismondo Meinardi cuja correspondência, enquadrada pelos estudos prévios e aparato crítico, apresenta um manancial de informação para a "construção" da história mundial.

La vicenda biográfica di Padre Sigismondo offre la possibilità di fare "microstoria globale", utilizzando le sue lettere, fonti davvero eccezionali sui rapporti tra Europa e Cina nel primo periodo moderno. (p. 6)

L'esperienza storica di Sigismondo è rimasta per lo più oscur, ma la sua testimonianza merita davvero di essere esaminata per la sua qualità e l'intimità con i circoli di corte durante tre decenni del regno de Qianlong. (p. 16).

A colecção de música da Biblioteca da Ajuda (II)

As evidências que ´contam´ a história da 'livraria de música de SS. MM. e AA.' – inventários, róis de livros, dedicatórias, contas de despesas, notícias de periódicos, marginália em mss., etc., e que são elencadas no estudo de Mariana Machado dos Santos incluído no vol. IX do "Catálogo de Música Manuscrita da Biblioteca da Ajuda" - remetem principalmente para a actuação dos soberanos no período pós-terramoto.

A dedicação à música como objecto de fruição cortês, a par da ideia da mesma como objecto de estudo, logo, de maestria da arte musical como parte integrante da educação dos príncipes, foi um dos motores da evolução do gosto e das actividades de lazer da família real portuguesa e, por extensão, das camadas cultas da sociedade, principalmente nos sécs. XVIII e XIX.


              


É com D. José e D. Maria I que os gastos com músicos, composições e produções operáticas ou cenográficas de grande porte e ao gosto italiano se introduzem nos hábitos 'esclarecidos' de um reinado absolutista. É inaugurado o "Teatro de Salvaterra", em 1762, onde se representaram muitas das óperas (principalmente cómicas) e outras peças comemorativas de ocasiões especiais para a Família Real. Juntamente com Queluz tem uma utilização periódica pela corte, especialmente na Primavera e Verão.


É ainda no paço velho da Ajuda que D. Maria I inaugura a Sala dos Serenins Reais, chamada ainda no séc. XVIII a Sala da Serenata, onde muitas músicas de câmara ou de execução nocturna ("serenata") foram apresentadas. Embora a sua finalidade tivesse sido alterada logo em 1760 (Sala do Conselho de Estado), encontram-se documentos que comprovam a intervenção arquitetónica e artística (1783) que lhe deu o aspecto que até hoje conserva, apesar do uso que depois de D. João VI lhe foi dado como parte/extensão da Real Livraria. É, pois, italiana a marca que já desde o reinado de D. João V se imprime à direcção artística em Portugal.
Dentro dos edificados reais, as funções religiosas ordinárias e extraordinárias estão acauteladas em estruturas que contemplam a dimensão musical que diferencia as cerimónias. A basílica do Real Edifício de Mafra, desde a sua fundação e inauguração com D. João V, habitação temporária de D. João VI ou sazonal de D. Maria II, é exemplar desta dimensão religiosa que domina parte do espólio musical da BA.


A ida da corte para o Brasil, sendo um movimento geral administrativo e estratégico, estende ao Rio de Janeiro estes hábitos de fruição musical e muito concorre para o desenvolvimento desta arte no Brasil.


O interregno no Palácio das Necessidades – D. Maria II e D. Pedro V - é acompanhado pelo desenvolvimento da cidade e das estruturas teatrais a funcionarem na mesma – S. Carlos, Teatro da Rua dos Condes e do Salitre – a par de serões ou tardes musicais privadas e de assistência a grandes eventos religiosos musicados. 

O tempo político conturbado das "guerras liberais", com a depauperação do país e uma "atitude nova" da família real, põe a ênfase nos nomes recrutados para o ensino dos príncipes, mostrando, por ex., Manuel Inocêncio Liberato dos Santos como mestre dos Infantes reais e acompanhando ou instrumentando peças para/com D. Fernando II, exímio cantor ao que parece, e instrumentando peças para D. Luís.

É com a re-instalação no paço da Ajuda, agora renovado, e a integração neste da Livraria oratoriana mantida parcialmente no Palácio das Necessidades, que nos chegam os núcleos musicais de Queluz e do paço da Bemposta, para aqui remetidos pelo Almoxarife do Paço de Queluz (1845) que tenta evitar a degradação das peças de Marcos Portugal compostas no Brasil e que para ali tinham sido levadas; e pelo organista da Real Capela das Necessidades (Policarpo Procópio Nunes) que pede a integração nas Necessidades do cartório de música da Bemposta (1840) por ser de grande qualidade.

É, no entanto, com D. Luís I e D. Maria Pia que a música volta a ser um elemento catalisador da vida pública e privada no paço, sendo a este rei que uma grande parte da colecção de música se refere, quer em autoria, autógrafos ou cópias dedicadas e muitas vezes inéditos.

As festas no Paço da Ajuda, a ópera no S. Carlos, os recitais e as aulas de música nos Serenins, as peças para as capelas reais, Patriarcal da Ajuda incluída até 1843, e uma profusão de testemunhos físicos comprovam esta tendência musical da última dinastia da família real.

Guardando, em conjunto, as peças musicais e os documentos que as iluminam, a Biblioteca da Ajuda mostra nesta sua colecção de música uma unidade que é uma das características que a tornam incontornável na compreensão histórica da evolução sócio-artística de Portugal.






Instrumentos de acesso à colecção:

Flores de Música da Biblioteca da Ajuda : exposição de raridades musicais manuscritas e impressas dos séculos XI a XX./ Lisboa: Ministério da Educação Nacional – Biblioteca da Ajuda, 1973.
Catálogo de libretos da Biblioteca da Ajuda / Lisboa: Biblioteca da Ajuda, 1988
Catálogos locais: "Música e Músicos" ; "Paço da Ribeira …Palácio da Ajuda: iconografia, notícias e descrições"; "Inventário da documentação avulsa da Biblioteca da Ajuda" / Conceição Geada – Biblioteca da Ajuda

Sabe o que há na Biblioteca da Ajuda?



28 de Janeiro de 1974

"Sabe o que há na Biblioteca da Ajuda?",  programa, em duas partes, conduzido por Rui Ferrão sobre a Biblioteca da Ajuda, com entrevista a Mariana Amélia Machado Santos, directora da Biblioteca da Ajuda, e destaque para o acervo bibliográfico , musical e iconográfico da Biblioteca


Parte I: Aqui


Parte II: Aqui