Devido aos constrangimentos atuais e à excepcionalidade dos dias úteis da semana de 8 a 12 de Junho no intuito de minimizar o impacto do encerramento do serviço público de leitura, informamos que a Biblioteca da Ajuda estará encerrada no período em questão.
Agradecemos a compreensão dos nossos leitores para esta situação
A Biblioteca da Ajuda é uma das mais antigas Bibliotecas de Portugal caracterizando-se, pela natureza e riqueza dos seus fundos, como uma Biblioteca Patrimonial que tem por objecto a conservação, estudo e divulgação do seu acervo documental
Quermesse de 1884:
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| PNA inv. 2848 / Enrique Casanova |
A festa, de acordo com as descrições da revista Occidente, foi "...extraordinaria, brilhantissima, unica no nosso paiz, e alcançou um resultado que excedeu toda a expectativa."
Do mesmo evento tem a Biblioteca da Ajuda, na colecção de fotografia, o álbum intitulado "Kermesse" com um conjunto de 19 imagens, efectuadas pelo fotógrafo Francisco Rocchini, que ilustram o evento.


O álbum com a cota 1234-III- 20 (reg. 5577-5595) está acessível através do Matrizpix [aqui]
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| Barraca da Rainha |
Para saber mais:
Occidente: revista illustrada de Portugal e do Extrangeiro, ano 1884, n.º 195 [aqui] e n.º 196 [aqui]
As quermesses como uma forma específica de sociabilidade no séc. XIX. O caso da "Quermesse da Tapada da Ajuda" em 1884 / Irene Vaquinhas [aqui]
Francisco Rocchini – contributo biográfico / Paulo Martins Oliveira [aqui]
Missão de Mariano de Carvalho à Província de Moçambique
Mariano Cirilo de Carvalho, mais conhecido como Mariano de carvalho, nasceu a 25 de Junho de 1836, em Alenquer. Farmacêutico, profissão que exerceu durante um ano, matemático, professor, de Astronomia e Geodesia na Escola Politécnica de Lisboa, jornalista e politico. Criou e dirigiu, com Andrade Corvo, Observatório Astronómico. Em 1890 foi encarregue, por D. Carlos, de viajar para Moçambique. Parte, no vapor Malange, em Junho de 1890 regressando em Dezembro do mesmo ano.
O fotógrafo da expedição foi
Manuel Joaquim Romão Pereira natural de São Bartolomeu de Messines, nasce a 1 de Junho e morre em Agosto de 1894.
Viveu alguns anos em Loureço Marques, onde tinha o seu atelier de fotografia "Atelier Portuguez de Photographia", localmente conhecida como a "casa do photographo Pereira."


As restantes fotografias estão acessíveis através do Matrizpix [aqui]
Da viagem em questão resultou um álbum, em caixa,
de fotografias cujo objetivo foi "retratar", o mais detalhado possível, o estado da colónia em questão. As fotografias, num total de 115, mostram as paisagens, modo de vida, hábitos e etnias dos habitantes de Moçambique em especial de Lourenço Marques, actual Maputo, Quelimane, Nacala, Prazo Mahindo, da baías do Mocambo e das ilhas de Chiloane e Ibo.
de fotografias cujo objetivo foi "retratar", o mais detalhado possível, o estado da colónia em questão. As fotografias, num total de 115, mostram as paisagens, modo de vida, hábitos e etnias dos habitantes de Moçambique em especial de Lourenço Marques, actual Maputo, Quelimane, Nacala, Prazo Mahindo, da baías do Mocambo e das ilhas de Chiloane e Ibo.
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| BA. 233-IX |
O fotógrafo da expedição foi
Manuel Joaquim Romão Pereira natural de São Bartolomeu de Messines, nasce a 1 de Junho e morre em Agosto de 1894.
Viveu alguns anos em Loureço Marques, onde tinha o seu atelier de fotografia "Atelier Portuguez de Photographia", localmente conhecida como a "casa do photographo Pereira."

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| "Provincia de Moçambique. Choca, um grupo" |

As restantes fotografias estão acessíveis através do Matrizpix [aqui]
...e a terminar a conversa sobre manuscritos, lembremos que:
os códices:
são vestígios materiais de uma época histórica determinada e, por isso também, ‘túneis do tempo’;
são fonte primária para a investigação histórica;
são fonte inesgotável de ideias para inúmeras profissões atuais e projetos de investigação: as decorações no desenho de jóias, na publicidade, na ilustração; reconstituição dos ambientes medievais pelas imagens; reconstituição do universo mental pelas técnicas utilizadas e pelos conteúdos; história da música; história do livro; literatura…
são, enfim, antepassados do livro que temos na mão e inesgotável fonte de conversas cruzadas.
são vestígios materiais de uma época histórica determinada e, por isso também, ‘túneis do tempo’;
são fonte primária para a investigação histórica;
são fonte inesgotável de ideias para inúmeras profissões atuais e projetos de investigação: as decorações no desenho de jóias, na publicidade, na ilustração; reconstituição dos ambientes medievais pelas imagens; reconstituição do universo mental pelas técnicas utilizadas e pelos conteúdos; história da música; história do livro; literatura…
são, enfim, antepassados do livro que temos na mão e inesgotável fonte de conversas cruzadas.
Até breve, na sala de leitura da BA.
Até lá, boas leituras!
… e a história continua...
Cronica de D. Sancho II. BA 47-XIII-22 (fl. 1 e col.)
...livros de Medicina ...

Régime du corps/Aldobrandino de Siena. Velino. Francês. BA 52-XIII-26 (séc. XIV)Digitalização [aqui]
Physionomia / Rolando de Lisboa. Pergam. Latim
BA 52-XIII-18 (Séc. XV). Ilum. pelo Mestre de Bedford (1401-1450)
Digitalização [aqui]
… e a história continua...
.. Livro Religioso
O livro (religioso) é um instrumento de salvação, quer pela leitura, quer pela feitura. Lembremos algumas ‘invenções medievais’ na escrita:
- margens e páginas em branco;
- pontuação e maiúsculas;
- índices, sumários e resumos;
- obras em vernáculo, destronando o monopólio do latim;
- multiplicação dos géneros: textos religiosos e doutrinais – que eram também académicos e didáticos nos cursos de Teologia e Artes Liberais-, genealogias e obras jurídicas, poesia (cantigas), romances e crónicas, normalmente de monarcas ou grandes chefes militares;
Desenvolvimento de uma ‘indústria do livro’ que é a marca das sociedades modernas.
letra de copista, profissão nascente que passou do convento para a Universidade; decoração mais exuberante e complexa devida ao progresso das técnicas, novos materiais que são fruto e motor do incremento económico que fez nascer a cidade.
O livro (religioso) é um instrumento de salvação, quer pela leitura, quer pela feitura. Lembremos algumas ‘invenções medievais’ na escrita:
- margens e páginas em branco;
- pontuação e maiúsculas;
- índices, sumários e resumos;
- obras em vernáculo, destronando o monopólio do latim;
- multiplicação dos géneros: textos religiosos e doutrinais – que eram também académicos e didáticos nos cursos de Teologia e Artes Liberais-, genealogias e obras jurídicas, poesia (cantigas), romances e crónicas, normalmente de monarcas ou grandes chefes militares;
Desenvolvimento de uma ‘indústria do livro’ que é a marca das sociedades modernas.
Exemplos de manuscritos medievais. Atente-se na:
letra de copista, profissão nascente que passou do convento para a Universidade; decoração mais exuberante e complexa devida ao progresso das técnicas, novos materiais que são fruto e motor do incremento económico que fez nascer a cidade.
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Bíblia. Latim. Séc. XII (ca). BA 52-XIV-14, fl. 1
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