Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda

Oferta: Centro de História do Banco Espirito Santo

Tratar, Estudar, Disponibilizar: um futuro para as Bibliotecas Particulares / Coord. Vanda Anastácio
Banco Espírito Santo, 2013


"A Fundação das Casas de Fronteira e Alorna e o Banco Espírito Santo são instituições de natureza diversa que têm em comum o facto de terem à sua guarda bibliotecas particulares ricas em obras raras. No primeiro caso, trata-se da Biblioteca do Palácio Fronteira, que reúne livros que pertenceram a vários membros das famílias ligadas às Casas de Fronteira, Alorna e Távora durante os séculos XVII a XIX, numa época em que estas famílias faziam parte da elite mais ilustrada da nobreza portuguesa. No segundo caso trata-se da Biblioteca de Estudos Humanísticos, reunida pelo Professor Doutor Pina Martins, recentemente falecido, na qual se preserva uma colecção notável de obras raras e de referência relativas ao Humanismo europeu, muitas das quais únicas no país, sendo alguns exemplares únicos no mundo. A ambas as instituições pareceu importante recordar que os acervos que se encontram em posse privada, e são o resultado do esforço privado e pessoal de um indivíduo ou de uma família podem complementar os recursos existentes e podem ser disponibilizados a uma público alargado, sem perder a sua integridade e a sua especificidade. O trabalho desenvolvido por ambas as instituições no tratamento do património bibliográfico que têm à sua guarda veio pôr em evidência, quer a necessidade de aprofundar o diálogo entre entidades que possuem acervos congéneres, quer a necessidade de estudos sobre a constituições de Bibliotecas particulares e a história da circulação de livros, textos e ideias em Portugal(...)"

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda

Oferta Biblioteca Nacional de Portugal:

Fernando Pessoa em Espanha / comis. Antonio Sáez Delgado, Jerónimo Pizarro; textos Antonio Sáez Delgado...[et al.]. - Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal: Babel, 2014


A presença de Fernando Pessoa em Espanha tem qualquer coisa de velho fantasma familiar. Nunca se interessou demasiado pela cultura espanhola, mas entrou em contacto com alguns dos escritores andaluzes do seu tempo. Nunca viajou ao país vizinho, mas escreveu sobre a estrutura de Espanha e sobre o seu papel no contexto da Ibéria. Nunca chegou a conhecer nem a dialogar por escrito com Miguel de Unamuno, mas escreveu textos em que polemiza com o autor de Por tierras de Portugal y de España.
Contudo, visto de uma outra perspectiva, poderemos afirmar que Fernando Pessoa manifestou algum interesse por Espanha e pelos seus escritores, como demonstram os seus textos ibéricos, e também poderemos afirmar que os escritores espanhóis do seu tempo manifestaram alguma paixão pelo poeta a partir de 1923, data da primeira tradução de um poema de Fernando Pessoa em Espanha.

Nesse ano começa a lenta mas sólida recepção do poeta no país vizinho, consolidada após à sua morte graças ao esforço de escritores e críticos dos anos quarenta e cinquenta e, sobretudo, graças à antologia da sua poesia que publica em 1962 o poeta mexicano Octavio Paz, que faz estalar o boom pessoano em Espanha a partir dos anos oitenta do século XX. De então até à actualidade, o nome de Pessoa passou a referência inquestionável entre os escritores espanhóis e a presença constante no meio literário espanhol, em todas as suas diferentes manifestações culturais e em todas as suas línguas.

A exposição Fernando Pessoa em Espanha pretende percorrer este caminho e mostrar quem foi e quem é Fernando Pessoa no âmbito da cultura espanhola, através de cartas, textos e livros. Um Pessoa, sem dúvida, menos conhecido, menos visto, que documenta a dimensão ibérica do seu trabalho.

Antonio Sáez Delgado e Jerónimo Pizarro (Comissários)

Luís Serrão Pimentel e a ciência em Portugal no século XVII

EXPOSIÇÃO Biblioteca Nacional de Portugal | 28 fevereiro - 30 abril | Sala de Exposições | Entrada livre 


 Luís Serrão Pimentel foi cosmógrafo-mor (1647, 1671), engenheiro-mor do Reino, tenente general de artilharia, lente e teórico de náutica e arquitetura militar, sendo autor, entre outras obras, do notável e muito difundido Methodo Lusitanico de desenhar as fortificaçoens das praças regulares, & irregulares… (1680), o primeiro tratado português sobre «a arte de fortificação».

Efetuou os primeiros estudos na Aula da Esfera do Colégio de Santo Antão da Companhia de Jesus, a mais importante instituição de ensino e prática científica em Portugal, na qual se lecionava geometria, aritmética, trigonometria, cosmografia, astronomia, náutica e arquitectura militar.

Os ensinamentos obtidos na Aula do cosmógrafo-mor Valentim de Sá, assim como a experiência adquirida, desde 1641, «ensinando e examinando os pilotos, sota pilotos e mestres, prouendo delles as armadas e naos da India», iriam valer-lhe a nomeação para cosmógrafo-mor, primeiro interinamente (1647), e depois em definitivo (1671).

A BNP evoca os 400 anos do nascimento de Luís Serrão Pimentel (1613-1679), figura cimeira da ciência portuguesa do século XVII através de uma exposição onde pela primeira vez se sistematizam as principais facetas da sua vida e obra, cada uma delas correspondendo a um núcleo temático – Formação, Cosmógrafo, Engenheiro Militar, Bibliófilo, Académico –, e na qual se incluem os manuscritos de sua autoria existentes nas principais bibliotecas patrimoniais portuguesas, de entre as quais a Biblioteca da Ajuda, alguns dos quais ainda inéditos.












Exemplar digitalizado (Biblioteca Nacional de Portugal: cota SA-1138-A)


Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda

Oferta da Autora:

História da Ilha do Governador / Cybelle Moreira de Ipanema. - 2. ed. - Rio de Janeiro: Mauad X, 2013


"A Ilha do Governador está estreitamente ligada à História do Rio de Janeiro, do Brasil, de 
 Portugal e do planeta"



Imbricadas com a evolução dos domínios ultramarinos do reino de Portugal no século XVI a a administração dos Sás na América Portuguesa, a fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de janeiro e a doação da Sesmaria da Ilha a Salvador Correia de Sá se deram em razão da tomada de posse da Coroa do território invadido pelos franceses, que sob combates em terra e mar resultou  na expulsão da presença inimiga da paisagem da Baía de Guanabara (...)

Em edição revista e ampliada, o livro História da Ilha do Governador retrata essa área do município do Rio de Janeiro desde a sua revelação ao mundo, no contexto das grandes descobertas, até a realidade sociocultural do século XXI. Com esta obra clássica, a história do Rio de Janeiro, em seus 450 anos, ganha uma distinta e específica contribuição às comemorações em 2015.

Imagem da capa: mapa do Rio de Janeiro (Baía de Guanabara)
 in: 
Roteiro de todos os sinaes conhecimentos fundos, baixios, alturas e derrotas que ha na costa do Brasil desdo Cabo de Sãto Agostinho até o Estreito de Fernão de Magalhães / [atrib.  a Luís Teixeira], [ca. 1585-1590]
B.A. 52-XII-25 

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda

Oferta da Odebrecht:

O mapa que inventou o Brasil / Júnia Ferreira Furtado. - 1.ª ed. - Rio de Janeiro: Versal; S. Paulo: Odebrecht, 2013

O Mapa que Inventou o Brasil, luxuosa publicação da Versal Editores, é baseada no trabalho vencedor do Prémio Odebrecht de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares, que completa uma década de apoio à pesquisa histórica. O livro tem como tema principal o mapa produzido pelo cartógrafo francês Jean Baptiste Bourguignon d´Anville, que elaborou a Carta da América Meridional (Carte de l´Amérique Méridionale) para esclarecer o estabelecido pelo Tratado das Tordesilhas (1494) em relação ao limite que definia as fronteiras entre as coroas portuguesas e espanholas. Comummente os mapas são executados para que se possa visualizar um território previamente definido mas, de acordo com as investigações de Júnia Furtado, esse não é o presente caso.

O Tratado de Tordesilhas, celebrado entre Portugal e Espanha em 1494, não dava mais conta da realidade territorial resultante da ocupação do continente americano pelos dois países ao longo dos séculos XVI e XVII.
Os conflitos nas áreas próximas à linha imaginária de Tordesilhas agravavam-se. Teve início, então, a demanda de uma solução definitiva para as possessões espanholas e portuguesas na América.
As negociações decorrentes culminaram na assinatura do Tratado de Madrid, em 1750, que aboliu o meridiano de Tordesilhas e definiu as novas fronteiras das terras americanas dos dois países naquele período. 

 estuda a parceria intelectual entre o representante diplomático de Portugal na França, dom Luís da Cunha, e o cartógrafo francês Jean-Baptiste Bourguignon d’Anville, voltada para a elaboração da Carte de l’Amérique méridionale, mapa que consubstanciava o projeto geopolítico advogado por Portugal para as suas possessões na América.
A parceria intelectual de D. Luís da Cunha, representante diplomático de Portugal em França, com o cartógrafo Jean-Baptiste Bourguignon d'Anville para elaborar a Carte de l’Amérique méridionale, deu ao território brasileiro configurações muito próximas das actuais.

A elaboração do documento teve início em 1720 e desdobrou-se ao longo de três décadas. Originalmente desenhada a lápis tem dois metros de altura, ficou pronta em 1748. Até 1779, foram produzidas cinco edições diferentes.
 
Amérique méridionale / par le Sr. d'Anville ; gravé par Guill. Delahaye - 1 
Confinado em seu escritório, Jean-Baptiste d’Anville era capaz de produzir mapas de grandes extensões da terra, como países, continentes e planisférios, a partir da consolidação de diversas fontes. Ele deixou cerca de 211 mapas, manuscritos e impressos, além de 23 obras de natureza geográfica. 


 Jean-Baptiste d’Anville (1697-1782)
D’Anville nunca saiu de seu gabinete, o processo da época era assim. Ele juntava vários mapas para poder chegar a um resultado final. Muitas vezes, esses documentos eram até conflitantes. Uns são mais confiáveis porque neles foram utilizados instrumentos mais precisos; em outros ele consegue ter o aval das autoridades locais, então tem certeza de que pode utilizá-los. É como se fosse um quebra-cabeças bem complexo


Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda

Oferta do Museu de Lamego:


  • Caminhos do Ferro e da Prata: linhas do Douro e do Minho: fototipias de Emílio Biel 1887/ [org.] Museu de Lamego; textos Michael Grey, José Pessoa, Georgina Pinto Pessoa, Manuela Vaquero. fot. departamento fotográfico e Inventário do Museu de Lamego, José Pessoa, Alexandra Pessoa. - [S. l.]: Museu de Lamego, 2013
A importância histórica da construção da via-férrea do Douro e Minho vista através de fotografias - 65 imagens, na sua maioria em fototipia, assinadas por Emilio Biel, precursor da fotografia em Portugal e dono da antiga Casa Fritz.


Foto: Sugestão Loja do Museu | Em 2014 ofereça livros

Catálogo da exposição "Caminhos do Ferro e da Prata" (patente até 30 de abril)

Visite a nossa loja de terça a domingo, das 10h00 às 18h00.A exposição “Caminhos do Ferro e da Prata” reflete a inegável importância histórica da construção da via-férrea do Douro e Minho, numa coleção de fotografias reunidas num álbum originalmente concebido para a sua apresentação pública. De elevada qualidade técnica e artística, a importância deste conjunto vai muito para além dos interesses específicos do transporte ferroviário, por toda a informação que encerra ao nível da paisagem, arquitetura, traje, alfaias, embarcações e costumes.

Este álbum, entre outros, conservou-se na família Mascarenhas Gaivão, herdado do bisavô, Francisco Perfeito de Magalhães Meneses Vilas-Boas, engenheiro dos caminhos-de-ferro à data das imagens – 1887.

Numa ocasião festiva de grande significado, a empresa dos caminhos-de-ferro terá promovido a realização de um Álbum Fotográfico, certamente no Inverno de 1887 em que se concluiu a Linha do Douro, ao encontro com Espanha na ponte internacional. Pode-se ainda presumir que terá tido lugar uma viagem, ao longo desta linha e outra do Minho, podendo o fotógrafo solicitar a paragem da locomotiva onde mais lhe conviesse à “tomada de vistas”. As pessoas que o acompanhavam e outras que se encontravam em cada local eram encenadas e advertidas de que não se poderiam mover durante um determinado espaço de tempo.
A beleza das imagens, o percurso ao longo do rio Douro, os aspetos históricos e etnográficos, o caráter da região e as tradições internacionais da zona demarcada fazem desta coleção fotográfica um conjunto único, tornado agora acessível ao grande público através da sua exposição e edição de respetivo catálogo.”