Aviso

Informamos que, devido à realização de um evento oficial nesta Biblioteca, a leitura estará encerrada no dia 17 de Novembro (quinta-feira).

O horário regular será retomado no dia seguinte, 18 de Novembro 2016.

Agradecendo a compreensão dos leitores,

A Coordenadora da Biblioteca da Ajuda

Colóquio: “Novas grandezas que já pareciam impossíveis à imaginação”: a música e as artes visuais na Patriarcal de Lisboa (1716-1834),

25 e 26 Novembro 2016 | Palácio Nacional da Ajuda


A elevação da Capela Real de Lisboa à dignidade de basílica metropolitana e patriarcal em 1716 no âmbito das complexas relações políticas, diplomáticas e eclesiásticas entre D. João V e a Santa Sé constitui uma especificidade singular no panorama europeu ao proporcionar a fusão da capela de corte (instituição paralela à das restantes monarquias do Antigo Regime, que assim passava a incorporar a mais alta hierarquia da igreja portuguesa) com o sumptuoso cerimonial inspirado nos modelos rituais e estéticos das Capelas e Basílicas Pontifícias. Sucessivamente engrandecida com privilégios litúrgicos e património artístico e servindo de impulso à renovação das estruturas musicais da corte, a Patriarcal viria a converter-se numa instituição peculiar no quadro dos organismos eclesiásticos do mundo católico ao mesmo tempo que reforçava a dimensão sacral da monarquia Absoluta. Espaço privilegiado de representação simbólica que aspirava a emular o Vaticano, a Capela Real e Patriarcal de Lisboa combinava numa lógica de "obra de arte total" a pompa litúrgica e o cerimonial áulico, as artes plásticas e a teatralidade do ritual sacro, o poder retórico da palavra e da música. Como escreveu João Baptista de Castro, nela exercitou D. João V "novas grandezas que já pareciam impossíveis à imaginação". Apesar das vicissitudes históricas e das mudanças políticas, sociais e culturais ocorridas até ao final do Antigo Regime, a Patriarcal foi uma das marcas características da sociedade portuguesa da época, com implicações complexas a vários níveis que, na sua maioria, carecem ainda de estudo aprofundado.

Assinalando os 300 anos do Patriarcado de Lisboa, o presente colóquio pretende reavaliar e fomentar novos olhares sobre o papel da Patriarcal no âmbito da promoção da música e das artes visuais, tendo em conta quer a sua funcionalidade cerimonial, quer o seu impacto para além do estrito âmbito cortesão e eclesiástico. Contrariando a tendência para uma abordagem compartimentada por áreas do saber, pretende-se promover uma abordagem transversal, devidamente contextualizada no âmbito da história política, religiosa e cultural, englobando vários domínios artísticos, bem como situar o caso português no panorama internacional.


Pograma: [aqui]

AVISO

 
Informa-se que a Biblioteca da Ajuda, encerra o serviço de leitura nos dias 26 (a partir das 13h00), 27 e 28 de Outubro, devido à preparação e realização do COLÓQUIO: DA REAL BARRACA AO PAÇO DA AJUDA: A MÚSICA EM TORNO DA FAMÍLIA REAL, que terá lugar nas suas instalações. O horário habitual é retomado no dia 31 de Outubro.

Agradecemos a compreensão.

A Coordenadora

COLÓQUIO: DA REAL BARRACA AO PAÇO DA AJUDA: A MÚSICA EM TORNO DA FAMÍLIA REAL

 
27 de Outubro de 2016 | entre as 10h00 e as 18h00 | Palácio Nacional da Ajuda - Biblioteca da Ajuda |
  
 Programa: [aqui]

AVISO


Informamos que, devido à realização de um evento oficial nesta Biblioteca, a leitura estará encerrada no dia 11 de Outubro (terça-feira).

O horário regular será retomado no dia seguinte, 12 de Outubro 2016.

Agradecendo a compreensão dos leitores,

A Coordenadora da Biblioteca da Ajuda

As Jornadas do Património 2016 em imagens: 23-25 de Setembro


A Biblioteca da Ajuda associou-se, mais uma vez, às Jornadas Europeias do Património, este ano sob o tema Comunidades e Culturas, nas mais diferentes abordagem que o tema sugere.
 
Considerando-se uma Comunidade como um conjunto de pessoas que partilham o mesmo espaço, organizadas em torno de orgânicas e de um legado histórico-cultural comuns nas suas mais variadas formas.

A Biblioteca da Ajuda, no contexto das suas coleções, orientou o tema para as figurações do Mundo humano patentes nas representações de um mundo em descoberta, dividido em continentes.
 
 
 
Essas Representações, que vão muito além das meras delimitações das fronteiras geográficas, tão-somente políticas e cujas limites têm sido constantemente alterados ao longo dos anos, levam-nos a uma multiplicidade de olhares / “leituras” que nos permitem, em mapas e gravuras da Coleção da BA, estas com uma linguagem muito visual, caracterizar as diferentes Comunidades e Culturas que coabitam nos vários continentes.
 
 
As obras, do séc. XV a XIX, escolhidas para a presente mostra, têm como objectivo representar uma espécie de repositório de memória de comunidades, existentes ou desaparecidas, a partir da sua identidade própria e que as caracterizam enquanto povo, com as diferenças culturais representadas nas crenças, arte, moral, leis, usos, costumes, entre outros