Novo Portal dedicado à literatura hispano-portuguesa dos séculos XVI e XVII




A Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes (BVMC) inaugurou um portal dedicado à literatura hispano-portuguesa  — sécs XVI e XVII  —, que permite aceder a obras de autores portugueses que publicaram em espanhol, durante e após o período da dominação espanhola (1580-1640).

Da lista de autores contam-se, entre outros, o condestável D. Pedro (1429-1466), Gil Vicente (1465-1536), Garcia de Rezende (1470?-1536), D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666), autor de Guerra de Cataluña, passando por poetas como Francisco de Sá Miranda, Luís de Camões e Diogo Bernardes.

Para a criação deste portal, a Biblioteca Virtual Cervantes teve com a colaboração da Biblioteca Nacional de Portugal, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Biblioteca de Catalunya, da Bayerische Staatsbibliothek, de Munique, das universidades de Oxford e  Michigan, da New York Public Library, da Biblioteca Nazionale Centrale de Roma e da Google.

Aviso



Informamos que, devido à realização das actividades que irão decorrer, por ocasião das Jornadas Europeias do Património 2015 (25 a 27 de setembro), a Biblioteca da Ajuda, estará encerrada, à leitura, nos dias 24 e 25 de Setembro ( quinta feira e sexta feira), retomando o horário normal na segunda feira, dia 28 de setembro.

Agradecemos a compreensão dos nossos leitores para esta situação.

Jornadas Europeias do Património 2015: 25 a 27 Setembro




Programação Nacional[ver]


Programa da Biblioteca da Ajuda :  


Visitas à Biblioteca da Ajuda: Visitas  [ver]

Iluminar com Luz: workshop [ver]

Concerto Medieval: Música [ver]

Marcas da censura nas colecções da BA: Exposição [ver

Bocage e a Censura:  Exposição [ver

Obras recebidas na Biblioteca da Ajuda: Estudos e publicação de fontes

A pintura mural do Real Paço da Ajuda 1796-1833: imagens do poder = The mural painting at Ajuda Royal Palace 1796-1833: images of power/ João Vaz. - Lisboa: Scribe; Direcção Geral do Património Cultural (DGPC), 2015


"(...)  João Vaz, apresenta-nos um estudo com anos de investigação não só das várias fases de construção do que é hoje o Palácio Nacional da Ajuda, de 1796 a 1833, como uma leitura inédita dos programas decorativos da pintura mural realizada nas primeiras décadas do Séc. XIX.
Para o leitor resulta esta edição de um especial significado para a (...) descodificação  de toda a simbologia das alegorias que se sucedem nas pinturas ao longo das salas, quer nos tectos quer em paredes, com a representação de modelos colhidos na mitologia clássica ou na iconografia cristã (...)" (Introd. José Alberto Ribeiro, Director do Palácio Nacional da Ajuda)


O livro, profusamente ilustrado, é constituído por três capítulos apresentados por ordem cronológica e antecedidos por um resumo em Inglês:

I: A Exaltação do Monarca à custa da derrota dos Franceses. Dos primórdios a 1816

II: Do antigo regime ao constitucionalismo. De 1816 a 1828

III: O Miguelismo - Regresso ao antigo regime. De 1828 a 1833

Livraria em linha

Aviso


Informamos que, devido à realização de uma desinfestação na  Biblioteca da Ajuda, o serviço de leitura estará encerrado na sexta feira, dia 24 de Julho a partir das 13h00.

O horário habitual será retomado na Segunda-feira, dia 27 de Julho.

Agradecendo a compreensão dos leitores,
                          A Coordenadora da Biblioteca da Ajuda

Publicação de Fontes: Cód. 46-VIII-40

Os Lusíadas de Luís de Camões Comentados por D. Marcos de S. Lourenço / Transcrição e fixação do texto Isabel Almeida, Filipa Araújo, Manuel Ferro, Teresa Nascimento, Marcelo Vieira; Notas, Isabel Almeida, Filipa Araújo, Manuel Ferro, Marcelo Vieira; Revisão, índice e nota introdutória, Isabel Almeida. [Lisboa]: Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, 2014


Os Lusíadas, de Luís de Camões, é a obra literária portuguesa mais conhecida de sempre datando a sua primeira edição impressa de 1572.

Poema épico, composto por 10 cantos, celebriza as descobertas portuguesas do século XVI, a partir da viagem de Vasco da Gama à Índia. Desde cedo traduzidas em várias línguas tiveram, igualmente, diversos comentários de entre os quais o do P. D. Marcos de S. Lourenço de que trata a presente edição e que tem apensa uma cópia digital do manuscrito BA. 46-VIII-40.


O manuscrito que agora se edita (códice 46-VIII-40 da Biblioteca da Ajuda) guarda o comentário de D. Marcos de S. Lourenço, cónego de Santa Cruz de Coimbra, aos três primeiros cantos d’Os Lusíadas. Trata-se provavelmente de um testemunho autógrafo, a julgar pelas rasuras, as substituições, os acrescentos, as tentativas de polir o discurso — marcas próprias do zelo do autor…
***

N' Os Lusíadas, o que mais fascina D. Marcos é, com a grandeza da obra, a oportunidade de olhar o mundo e de pensar sobre Portugal. A descrição de «excelências» da pátria leva-o a transgredir «os limites de comentador»...
 ***

O Comentário de D. Marcos de S. Lourenço toma por base texto que visa ser tão fiel quanto possível ao «original» de Camões. Esta era a orientação comum no séc. XVII, superadas as intervenções que haviam condicionado a publicação do poema em 1548 e 1591, e ultrapassado igualmente o engano com que em 1597 se havia feito passar por edição conforme ao «original antigo»o que era afinal ainda uma versão sujeita a severa disciplina.


Ver: Em busca das fontes:Os Lusíadas comentados pelo Padre D. Marcos de S. Lourenço